tudo sobre vaporização do útero

Compilei aqui as principais informações sobre a Vaporização Do Útero para que você possa realizar a prática com conforto e segurança. Continue descendo ler os conteúdos. Bom proveito!

ROTEIRO

  1. O que é e de onde vem
  2. Como age
  3. Benefícios energéticos
  4. Benefícios físicos
  5. Quem pode praticar
  6. Influência da lua e frequência
  7. Escolha das Ervas
  8. Vaporização e DIU
  9. Posições para vaporizar
  10. Compondo o ritual
  11. Pós vaporização
  12. Seguimos vaporizando

tudo sobre vaporização do útero

  1. O QUE É E DE ONDE VEM

A vaporização do útero, antes de qualquer coisa, é um ritual. Um momento para tirar para si e se entregar ao acolhimento caloroso da água, voltar a entrar em contato com seu útero, sua vagina, sua vulva e permitir limpar e deixar ir o que cumpriu sua função e abrir espaço para os ensinamentos das ervas.

Ela se tornou uma prática difundida dentro da ginecologia natural para cura e reequilíbrio da mulher a partir de seu principal centro energético: o útero, nosso caldeirão alquímico de memórias emocionais, memórias ancestrais, criatividade, prazer e autoestima, que fica entre o chakra sacral e o plexo solar.

Trata-se do preparo de uma infusão de ervas e sua colocação na direção da vulva por meio de algumas posições corporais favoráveis ou com o auxílio de um banco específico (vamos falar disso tudo adiante). Em diversas tradições foram encontradas práticas similares. Por se tratar de um conhecimento transmitido principalmente de forma oral, não é possível estabelecer uma origem exata e traçar um histórico. Atualmente ela está presente em formas variadas nas Américas, Norte da Europa, África e Ásia. É inclusive oferecida em SPA’s na Nigéria, Indonésia e Reino Unido. Suas outras denominações mundo afora são yoni steam, venus smoke, vagina fogging, chai-yok, bajo, v-ratus, entre outras.

2. COMO AGE

A vapo limpa, purifica e reequilibra os corpos físicos, emocionais e energéticos da mulher.

O vapor ascende pelo canal vaginal e alcança o útero. Ao entrar em contato com o corpo torna-se água novamente e desce em direção à terra, circulando a energia, removendo mágoas, ressentimentos e traumas individuais, familiares ou do inconsciente coletivo que estejam armazenados no ventre.

A agente curativa, juntamente com as ervas eventualmente utilizadas é a água, que em seu estado gasoso, com leveza e amorosidade, leva calor, acolhimento e movimento das energias estagnadas nessa região. A água é o elemento análogo ao útero e às emoções. Por essa razão, sinto que especialmente a vapo auxilia nos processos de deixar fluir… O calor na região promove uma melhor circulação sanguínea. Além disso, a mucosa vaginal é muito fina e sensível. Ao absorver a infusão, as propriedades medicinais rapidamente são aproveitadas pelo corpo de maneira eficaz.

Durante a prática, por meio da movimentação das energias, é possível que venham à tona à consciência por meio de imagens, sensações, intuições e insights o que está sendo limpo, tocado e liberado por meio da vaporização.

3. BENEFÍCIOS ENERGÉTICOS

Esses são os benefícios energéticos da vaporização em si, independentemente das ervas utilizadas:

  • resgate da ancestralidade
  • despertar da energia criativa e do feminino profundo
  • circulação de energias estagnadas
  • limpeza de memórias armazenadas no útero
  • liberação de relacionamentos passados
  • ativação do potencial desse centro energético
  • recuperação pós-aborto e pós-parto
  • remoção de mágoas, ressentimentos e traumas individuais, familiares ou do inconsciente coletivo
  • purificação de todo o sistema reprodutivo da mulher
  • cura e renovação das memórias emocionais

Acredito que é a cura emocional que traz, como consequência, também as curas e reequilíbrios físicos, que falo a seguir.

4. BENEFÍCIOS FÍSICOS

Tendo em vista a atuação da vaporização que abordamos ontem e a movimentação e purificação energética proporcionada, ela é indicada para:

  • melhorar a lubrificação
  • estimular a menstruação ausente
  • diminuir cólicas, dores e inchaços
  • diminuir coágulos
  • amenizar os sintomas pré-menstruais
  • regular a menstruação
  • melhorar a fertilidade
  • aumentar a libido
  • melhorar o tônus e fortalecer o canal vaginal e o assoalho pélvico
  • hidratar, nutrir e revitalizar a mucosa vaginal
  • diminuir inchaços, desconfortos e tensões
  • melhorar a sensibilidade na região
  • relaxar
  • regular o ciclo menstrual

5. QUEM PODE PRATICAR

A vaporização pode ser praticada por qualquer mulher a partir da menarca (primeira menstruação). Não recomendo antes disso porque o corpo da menina ainda não está maduro e ela não começou a vivenciar sua ciclicidade.

Mulheres que tenham removido útero ou ovários também aproveitam os benefícios físicos para a vulva e canal vaginal. Os energéticos atuarão da mesma forma, pois o centro energético uterino permanece mesmo sem o órgão físico.

Mulheres que adentraram a menopausa também desfrutam de todos os benefícios físicos e energéticos. Mulheres que usam métodos contraceptivos hormonais ou não também podem. Não há pré-requisito.

As contraindicações são por alguns estados físicos especiais: gestação, hipertensão, sangramento menstrual excessivo, erupções, coceiras, feridas abertas, inflamações ou infecções em qualquer órgão do sistema reprodutor feminino, infecção urinária, quem sofre com calorões na menopausa e quem fez recentemente algum procedimento cirúrgico no abdômen (inclusive cesárea).

A vaporização na menstruação não é proibida, mas eu não recomendo. Neste período o corpo, por si só, está realizando os processos de limpeza e liberação necessários, vivenciando a morte e o renascimento, não sendo oportuna nenhuma intervenção. Além de que, o movimento do útero e do fluxo está para baixo, na direção da terra, o que entra em conflito com a energia da vaporização que é ascendente. Nosso canal fica mais sensível e o calor pode, além de incomodar mais, estimular um sangramento mais abundante.

Se você se enquadra em algum dos casos contraindicados, procure uma ginecologista natural ou doula da sua confiança e converse sobre ela sobre sua vontade de aderir à prática com acompanhamento.

6. INFLUÊNCIA DA LUA E FREQUÊNCIA

A vapo pode ser praticada durante qualquer lua. Seja nova, crescente, cheia ou minguante, por quantos dias e ciclos você intuir necessários. Pode ser iniciada em qualquer dia do ciclo e durante a pré-ovulação (especialmente quem quer engravidar), ovulação ou pré-menstruação. Em dias intercalados, vários seguidos, apenas uma vez… Ou seja, faça quando sentir vontade!

Recomendo apenas que se vaporize no máximo 7 dias por ciclo menstrual. Em excesso, o corpo pode se acostumar e deixar de responder à medicina. Além disso, o excesso de calor pode gerar desequilíbrios ginecológicos, emocionais ou energéticos. É sabedoria popular que até o que é bom, em excesso, estraga!

E depois de todas as memórias e sentimentos que são despertos, é importante dar um tempo para tudo se assentar, integrar os aprendizados, observar-se e refletir sobre o que surgiu. A partir daí você decide se segue ou se por enquanto, está bom. Se a intenção é curar algo específico, você pode observar a lua propícia para movimentar certas energias:

🌑 Lua Nova: plantar, intencionar, sonhar, acessar, curar, iniciar, abrir

🌘 Lua Crescente: crescer, evoluir, transformar, ajustar

🌕 Lua Cheia: expandir, colher, realizar, alcançar, criar

🌒 Lua Minguante: desapegar, limpar, transmutar, finalizar e renovar

Existem ciclos especiais de vaporizações com ervas específicas, por números de dias determinados, em certos ciclos, em diferentes tradições. Propor-se um tratamento desses é muito interessante, porque possui começo, meio e fim, com cada planta trazendo a medicina exata para o caminho naquele momento e a oportunidade de nos aprofundarmos cada vez mais em nós mesmas.

Encontre a maneira com que você mais se identifica e veja o que te faz bem. O mais importante sempre é sua INTUIÇÃO!

7. ESCOLHA DAS ERVAS

Só a água fervente já proporciona a maioria dos benefícios que falamos. Mas podemos potencializar seu preparo com a infusão de ervas, grandes mestras e portadoras de maravilhosas medicinas!

Minha orientação é que antes de lermos os inúmeros manuais ou perfis indicando propriedades fitoenergéticas e fitoterápicas das ervas, devemos silenciar e deixar que a erva que precisamos se apresente. Observe seus sonhos, as plantas que surgem espontaneamente em seu caminho, ou cujo aroma e sabor te atraem ultimamente. Pilar, autora de A Arte das Curandeiras ensina: “As plantas que mais nos agradam guardam curas maravilhosas para nossas doenças”. Não subestime a sabedoria da sua alma!

Podem ser utilizadas ervas secas ou frescas. Sempre dê preferência às orgânicas, pois a presença de agrotóxicos pode alterar o princípio ativo da planta. Se possível, cultive as suas, para garantir a procedência e imantá-las com suas vibrações.

Para ervas secas recomendo, no momento de utilização, que você as desperte de seu estado de dormência, conversando com o elemental e pedindo que ele interceda em favor da sua cura e que a erva atue com sua máxima potência.

Não recomendo a utilização dos óleos essenciais, por 2 motivos: o processo de transformação em óleo altera o ser vegetal, sendo uma relação diferente de fazer a infusão com ervas. Em segundo lugar porque são extremamente concentrados, sendo necessário um maior conhecimento fitoterapêutico para utilizá-los com segurança.

Se estiver fazendo por conta própria, sempre verifique se a erva escolhida não é tóxica para o consumo. Como ela será absorvida pela mucosa vaginal, é a mesma coisa que ingeri-la! Na dúvida, utilize apenas ervas comestíveis.

Para buscar inspiração, dê uma olhada no Ervanário da Mulher.

Indico escolher no máximo 3 ervas para cada vaporização, para um processo mais direcionado.

A variedade de recipientes utilizados é grande, então não vou deixar medidas para a infusão. A medida é, de maneira geral, a mesma de quando se prepara um chá forte 🍵

8. VAPORIZAÇÃO E DIU

Se você utiliza dispositivo intrauterino hormonal ou de cobre, pode realizar a vaporização do útero. Conversei com ginecologistas e confirmei que o calor não é o suficiente para “esquentar” o DIU e machucar o útero ou desloca-lo. Portanto, não há nenhuma razão física que possa impedir a vaporização em mulheres com DIU.

Existem ginecologistas naturais que, entretanto, não realizam a vaporização em suas pacientes com DIU por diversos motivos. Um deles, por exemplo, é que a vaporização pode resultar numa movimentação energética onde o DIU poderia mudar de lugar ou gerar desconfortos.

Uma colega já fez um comentário inteligente de que, quando a vaporização surgiu, não existiam DIUs… Então essa é uma preocupação bem recente, e não há senso comum sobre isso!

Existem outras recomendações sobre ervas, frequências e recomendações que variam a cada profissional. Não existe quem está certa ou quem está errada: são linhas de estudo e abordagens diferentes. Busque aquela em quem você confia e com a qual você se sente mais confortável e desfrute!

Eu, particularmente, sou super a favor do uso dessa medicina por todas as mulheres, independentemente do método contraceptivo que fazem uso, inclusive pílulas, injeção, adesivo… O importante é a intenção e a abertura para se conhecer 🌹

9. POSIÇÕES PARA VAPORIZAR

A posição corporal varia de acordo com o recipiente que se usa. Deixo abaixo algumas sugestões:

  • Balasana adaptada: a minha favorita é sentada sobre os joelhos, com as pernas abertas e a testa no chão. Conforme você se cansa, pode ficar de cócoras. Nas primeiras vezes é incômodo ficar assim, mas quanto mais se pratica, mais fácil fica e mais tempo você aguenta. Eu gosto dessa posição pela instrospecção que ela invoca. Há o desafio de colocar o corpo em uma posição não usual e sinto que ao ficar de cócoras vaporizando, despertam-se pelo corpo memórias ancestrais da mulher selvagem
  • Em pé: utilizado uma saia longa, coloque a cumbuca ou uma garrafa térmica destampada no meio das pernas
  • No banquinho: recomendo essa opção apenas para mulheres com dificuldade de mobilidade. São feitos banquinhos baixos com uma abertura no assento para colocar a cumbuca em baixo

O vapor deve sempre estar bem direcionado para a vulva e você deve estar sem calcinha.

Em qualquer uma dessas posições é importante manter-se muito aquecida, principalmente ventre, lombar e pés. Gosto também de cobrir as costas e a cabeça. Para isso, utilize xales ou um cobertor e cubra-se o máximo possível. Cubra também o chão com uma canga ou tapete. Vede vãos debaixo de portas ou em janelas para evitar a entrada de correntes de vento no local da prática.

10. COMPONDO O RITUAL

Para realizar a vapo você precisará de:

  • um recipiente redondo para a água. Ele deve ser utilizado apenas para isso. Recomendo um diâmetro de 10 a 15 cm. A altura pode variar. Pode ser de qualquer material, exceto plástico e cujo tamanho te permita colocá-lo de maneira confortável entre as pernas. A minha cumbuca é de barro. O considero o mais orgânico e que traz a presença do elemento terra ao ritual
  • água fervente
  • ervas de sua escolha

Primeiramente prepare o ambiente: busque um local tranquilo, em que se sente segura e não seja incomodada. Acenda um incenso, abaixe as luzes e coloque uma música que te ajude a focar e interiorizar, ou mantenha o silêncio.

Dentro das suas crenças, agradeça aos elementos feminino e masculino da natureza que permitiram que as ervas chegassem até você para atuarem em seu corpo e te curarem. Agradeça às ervas por doarem-se e intencione o que você busca com a vaporização.

Assim que a água ferver, jogue as ervas na panela, tampe e deixe em infusão de 2 a 5 minutos. Se for utilizar cascas ou sementes, ferva a água com elas, num processo “chamado decocção”. Já esteja manifestando e pensando em tudo o que você quer para a sua vida. A água também absorve a energia do momento.

Em seguida, despeje a infusão em sua cumbuca e comece a vapo.

O ritual dura de 15 a 20 minutos, até a água não estar mais tão quente e soltando muito vapor. Se sentir de fazer por mais tempo, ferva mais água e deixe em uma garrafa térmica para repor ao longo da prática.

Relaxe e preste atenção às reações do seu corpo e às imagens e insights que possam surgir, mas sem se prender a eles. Deixe-os ir embora. Se começar a dispersar, pense no vapor circulando em seu canal vaginal e levando embora tudo aqui que te impede de viver sua máxima potência feminina.

Quando terminar, descanse, recolha-se e devolva a água e as ervas para a terra, pedindo que ela transmute tudo aquilo que saiu de você e agradecendo a cura recebida.

11. PÓS VAPORIZAÇÃO

Durante ou após a vaporização é normal que haja corrimento ou intensificação do muco vaginal. É o corpo realizando uma limpeza e eliminando o que não serve mais. Caso você estivesse com alguma infecção latente ainda não apresentando indícios, pode ser que ela se manifeste também. Nesse caso, interrompa a prática e retorne apenas 7 dias depois do desaparecimento dos sintomas.

O relaxamento após a vapo é bem intenso e talvez você sentir uma necessidade de dormir bastante logo em seguida. Por isso gosto de fazer a vaporização de noite e sem hora para acordar no dia seguinte.

Observe seus pensamentos, sonhos, lembranças e insights nos dias anteriores e seguintes à vaporização. Eles trarão importantes mensagens sobre os processos que seu útero estará e digerindo.

12. SEGUIMOS VAPORIZANDO

Como deu pra perceber, a vapo por si só é um caminho rico para nosso autoconhecimento. Esse é só um gostinho de suas inúmeras dimensões, curas e aprendizados. Mas, melhor do que ler sobre, é apreende-los na prática!

Para você que nunca praticou e ainda está na dúvida, tenho mais alguns relatos: além dos benefícios físicos e energéticos, a vapo é bem gostosa. É uma meditação que envolve não só a mente, mas também o corpo. Então, mesmo que não seja adepta do “sagrado feminino”, é uma experiência corpórea muito interessante.

Gosto também por ser uma medicina que age diretamente nesse portal sagrado que é a yoni, de uma maneira visceral e inovadora.

Para potencializar, experimente realizar o ritual em círculo com outras mulheres. Toda a força da união feminina dando o suporte para curas não só pessoais mas também de gênero. Chame as amigas, a mãe, a vó, as tias, as primas… E claro, ainda não foi possível falar sobre tudo, então continuo por aqui para dúvidas, partilhas e novas descobertas 🌹

Com amor,

Nikole França

 

 

2 comentários sobre “tudo sobre vaporização do útero

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